domingo, 25 de março de 2007

a teoria do encolhimento


....se percebe que a cada dia a família vai se encolhendo,os lugares vão ficando vazios,as pessoas menos ansiosas e sem iniciativas,o tempo vai comendo pelos cantos,as vontades vão ficando para o tempo passado,do queria,do fazia,poderia ter sido assim.

....neste momento se poucos,saudades dos gritinhos de crianças correndo,do reclamando que queria olhar tv,dos violões e gaitas na sala,das cantorias embaixo da parreira,das varias cuias se esparramando.

...ainda tem aquela gargalhada aberta,uma piada outra la,a um tanto só,mas ainda restaram as poesias,ate aquelas mais picantes em castelhano,mas falta,falta alguma coisa,são olhares sem direção e pensativos.

...não gosto de missas e nem de cemitérios,não gosto de lugares vazios,daquela sensação de não ter estado mais junto e do que não tem volta,do irremediável.

segunda-feira, 19 de março de 2007

as folhinhas de sempre de outono

.....................outono,sonhei com folhinhas de outono e transformações,eu filosofando com um amigo,transformações de folhinhas de outono.....
.......tenho terceiro olho,vejo futuro nos sonhos,sou extraterrestre....rsrsrsrsrs
.......sonhos traumatizantes,com todos,fato estranho pois é uma leva,um lote de sonhos familiares,realmente meu inconsciente anda querendo ficar muito consciente...
........enquanto isso,como não vi folhas caindo,apenas os fios de meus cabelos de preocupações,relaxo:

Eu desço dessa solidão, espalho coisas sobre
um chão de giz
Há meros devaneios tolos a me torturar
Fotografias recortadas em jornais de folhas amiúde
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar num pano de guardar confetes

Disparo balas de canhão, é inútil pois existe um grão vizir
Há tantas violetas velhas sem um colibri
Queria usar quem sabe uma camisa de força ou de vênus
Mas não vão gozar de nós apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom

Agora pego um caminhão, na lona vou a nocaute outra vez
Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar
Meus vinte anos de "boy, that's over, baby" , Freud explica
Não vou me sujar fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes já passou meu carnaval
E isso explica porque o sexo é assunto popular

no mais estou indo embora ..............(talvez devesse)

sexta-feira, 9 de março de 2007

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um guarda-chuva cinza-claro

uma chuva um tanto forte

uma proteção quase total

ele faz parte de si

a agua que cai é fria

a rua totalmente vazia

um esforço de andar

a mente não esta aqui

um pensamento a mais que um passo

se cair se molha sozinho

alguém pode querer rir

de uma ironia tanto estranha

um tanto calada

Após uma noite sem dormir...Portishead & Massive Attack - Teardrop

domingo, 4 de março de 2007

Dor de cabeça


Como é difícil se desfazer de pensamentos incutidos durante anos,pensamentos retrógrados.

A minha dor de cabeça reflete a culpa de ainda pensar como me ensinaram,uma dor que passeia pelo corpo,um peso na consciência.

Deveria existir duas máquinas uma de esticar o corpo,tipo as de torturas medievais,de se estralar os ossos,eu não precisaria de massagens e outro de lavagem cerebral para limpar meus medos.

Por que há de ser errado se não faz mal algum?E por que deve ser único?